terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Arfante e moribunda língua portuguesa...







Ai ai...

O Deputado, Aldo Rebelo, é autor de mais um polêmico projeto, o qual determina a toda palavra ou expressão escrita em língua estrangeira destinada ao conhecimento público, vir obrigatóriamente acompanhada, em letra de igual destaque, do termo ou da expressão correspondente em português. Interessante, mas eu quero ver o que ele vai fazer quando encontrar palavras e expressões de língua estrangeira que NÃO EXISTEM em nossa língua.

C´est un absurd!!! (isto é um absurdo!)!!! Tá boa Santa? Sóquemefaltava!!! Terei de escrever em dobro por causa da frescurite do excelentíssimo deputado? Me poupe!

Pois se o excelentíssimo deputado, Aldo Rebelo, eu fosse, preocupar-me-ia menos com os estrangeirismos importados do inglês e do francês e mais com os redatores dos grandes jornais tupiniquins. Pois eles sim, colocam a nossa língua em "risco de vida" com suas implicâncias desproporcionais com as normas e usos corretos de expressões da nossa língua pátria.

A nova moda vigente atualmente na grande imprensa tupiniquim é a implicância tola com o uso de expressões da língua portuguesa já consagradas pelo uso do público ou pelos nossos escritores mais famosos.
Palavras e expressões legítimas são proibidas não por estarem incorretas, mas porquê algum imbecilzinho burocrático decidiu, depois de ter os neurônios queimados pelo uso excessivo de maconha na faculdade de jornalismo, que o uso correto para elas é aquele que sua mente "brilhante" e lógica torta determinaram.

Pronto! SHUT UP (CALE-SE) Luiz de Camões, Castro Alves, Aluizio Azevedo e o seu livro de gramática de alguns anos atrás. Eles decidiram o uso "correto" e pronto, a grande mídia tem que obedecer cegamente. Ninguém questiona, todo mundo cala a boca, mas eu me pergunto: Quem são esses imbecis? Parece até coisa da Hebe Camargo e o seu impagável "lindo(a) de viver"! Ai, meus sais... Mas pelo menos a Hebe tem carisma e a "correção" fica até simpática.

A última expressão "amaldiçoada" pelos redatores dos grandes jornais é a já consagrada e super simpática: "risco de vida". Substituíram a infeliz por uma antipática "risco de morte" que apesar de também ser correta, nem por isso é popular. Porém, como até a Fátima Bernardes já começou a falar "risco de morte" no Jornal Nacional, eu me sinto na obrigação de vir no blog defender a minha expressão favorita. Não vou permitir que releguem a expressão "risco de vida" ao ostracismo como se ela fosse expressão incorreta usada somente por gente ignorante e desconhecedora do uso vernacular da língua culta.


Duas blogueiras alencarinas de grande influência no meio Bee são
surpreendidas por um leitor uó enquanto escrevem o seu texto semanal...


Ahá! Eu já falei para as duas que é "risco de morte" e não "risco de vida".

"Socorro, Bee, esse escroto quer editar o meu texto inteirinho..."
" Aiiiii! Saí prá lá, Purô! "

Aposto que eles decidiram que "risco de vida" não é correto, porque se alguém corre algum tipo de risco, esse risco é "de morrer" e não "de viver". Os bonitos esqueceram que a expressão "risco de vida" é uma elipse, um recurso de estilo. Aliás, eu acho que esses caras nem sabem o que é ou para que serve uma elipse.

Nesse caso, vamos a "aula básica de português para jornalistas e redatores imbecis que faltaram as aulas de redação e estilo, porque estavam dando um tapa num base (*) junto com a estudante loira e peituda (Eeeeeca!) que cursava sociologia na mesma faculdade":

Exemplos de elipse:

§ "Ontem no baile, eu e minha amiga ficamos com dois irmãos lindos: Eu fiquei com o loiro e minha amiga com o moreno. ( e minha amiga ficou com o moreno)

§ As quaresmeiras abriam a flor depois do carnaval. Os ipês, em junho. (os ipês abriam a flor em junho)

Assim, quando uma pessoa - culta ou não, estudada ou não - usa o termo "risco de vida" para significar perigo iminente de perder a vida, ela esta fazendo um uso corretíssimo de uma figura de estilo, não cometendo um "erro de português". "Fulano corre o risco de (perder a) vida"; "A cirurgia delicada no coração colocou o paciente em risco de (perder a) vida" ; etcétera; etcétera e assim por diante.

Aprenda com o (Titio) Ully Todd: Da próxima vez que um(a) imbecil resolver corrigir-lhe o português e afirmar que: "o correto é risco de morte e não risco de vida", não se intimide.

Pergunte-lhe se ele sabe o que é uma elipse. Garanto que a resposta vai ser uma cara de: "oncotô?; "oncofui?"; "Quequissaçucede?"; "Proncovô?" ou então algum trocadilho infame sobre "elipse ser a sombra da lua ao cobrir o sol" ou qualquer coisa parecida.

Daí você aproveita e explica para ele(a) o que eu te ensinei nos parágrafos acima. Além do mais, que coisa mais idiota. Lógico que é a vida que se envolve ou fica em risco. A morte é apenas conseqüência dele. "Risco de morte"... Pffff!

3 comentários:

Anônimo disse...

Tou de acompanhando de leve viu Ully...
E olha, valeu a aula de Português, faz tanto tempo q nem me lembrava da tal elipse. haihaiuhaiahiua[

Grande bju

Francisco "Kanguru" Júnior disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Caraca!!! Que senso de humor ferino, huahuahuahuahuahua! ô Querido! Adorei tua segunda casa, ó? Figuraça! E essa história de Ully Todd ainda pega! Beijo grande no coração!