segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Era uma vez...


Once upon a time, uma bee amazonense almost uma cunhã-poranga, que chegou à Terras Alencarinas decidida à fixar residência. O fatídico dia foi 24 de Março de 2004. Um dia pra lá de sugestivou, non?


Whatever, a bee em questão tinha como meta, mudar de vida, abandonar de vez os homéricos porres semanais, a infâme mania de não perguntar o nome às bocas alheias e interessantes e também, mudar sua índole galinácea para algo menos "penoso". Obviamente, a tarefa se mostrava favorável, uma vez que o território era ligeiramente inexplorado, as amizades ainda escassas e a fauna bee regional ainda era meretória de estudos. No entanto, a mistura sanguínea árabe-portuguesa, a cultura quase indígena e uma pitadinha de fogo no rabo foram suficientes para que nosso personagem rapidamente se integrasse à fauna local e seus hábitos. Ou seja, FUDEU! A bee se tornou religiosa, devota fervorosa de Santa Heleninha Roitmann, embarcou em uma busca desenfreada por sua alma gêmea, o que envolvia fazer meticulosa investigação com vááários candidatos. Uma investigação física para ser mais exato. Sempre ávida por conhecimento, a bee se integralizou à vários grupos de estudo regionais e claro, compartilhou também conhecimentos de sua terra. Entre os grupos, destacam-se Anatomia Humana, Estudos Comportamentais da Fauna Gay, Linguas, Introdução ao Íntimo Humano (Uma volta por seu "eu" mais profundo... e largo), entre outras linhas de raciocínio. Já estabelecida ao cotidiano de sua nova realidade, ou assim acreditava a bee, as amizades naturalmente se manifestaram e os laços com as terras de Iracema se intensificaram. Bem como a frequência das reuniões do grupo "Quero Baygon", um grupo fanático-religioso que bebia todo santo dia em honra de Santa Heleninha Rotimann, a famosa e virtuosa entidade ébria. Pouco a pouco, nossa personagem assumiu postos na seita, até finalmente alcançar a posição de Sacerdotisa da Vodka, Dententora dos segredos de Raúl e vestida com as armas de Neosa e Engo (Neosaldina e Engov). Tal fanatismo e devoção no entanto, são nocivos em qualquer circulo. E vamos concordar, farra é boa, mas haja fígado, bolso e disposição. Eis que, tal qual Jack Twist e Ellis Del Mar , nossa personagem se apaixonou. Se afastou bruscamente do mundo da fé etílica e de seus irmãos de adoração. Depois de anos de ausência em seus lábios, balbuciou a frase "eu te amo", com choque. Com medo do que acabara de dizer.


Obviamente que o amor acabou, se não, não seria esta uma saga bee, não é?


Porém, algo dentro de nossa indígena persona havia mudado. Se deslocado (Não, não era silicone. A bee é tão somente bee e nada além de bee) . E os hábitos mudaram. Um novo mundo se desfraldou á sua frente. O que tão insistentemente era visto como "careta", "hétero", "Uó", mostrou um lado até então desconhecido. Novos amigos, novos lugares, novas situações. E sua visão se ampliou. A bee descobriu que além de falar demais ela também sabia escrever. E que se podia confortavelmente transitar em tantos mundos diferentes, poderia passar sua mensagem por outras formas. E blábláblá. O resto é história. Whatever, desde que eu cheguei a essa terra, tenho descoberto alegrias, tristeza, amigos, decepções, desafetos e queridíssimos. Tenho me aproximado e me afastado. De gays e caretas. De altas rodas e mundos baixos. Critiquei e sou criticado. Apontei e recuei. Me revoltei e aceitei. E aprendi... Principalmente. A cada dia uma aula. De situações, de costumes e principalmente de pessoas. Apesar da enrolação toda, esse texto é tão somente uma homenagem à meus amigos de ontem, de hoje e do agora. Que me ensinaram, as vezes bruscamente, as vezes placidamente, a me adaptar a essa terra maravilhosa. Com suas diferenças, seus problemas, suas soluções, suas qualidades. Amo vocês.




Ah... admirável mundo novo...






*** Ah, pára! Vocês esperavam o quê? A saga Latina? A biografia autorizada? Cheeeeeia de detalhes sórdidos? kkkkkkk!!! Precisa?

Tudo sobre nós 2...

Há pessoas que passam por sua vida e te marcam como tatuagem. Pessoas, cuja história é tão sua, que não há menção de uma coisa, sem levar em conta a outra. Pessoas especiais, com um brilho incomum. Tão ofuscante, que você prazeirosamente se posiciona como coadjuvante, expectador de uma história que escritor algum, tolamente, jamais pensou em escrever. Um bom exemplo disso é você Paquita! Nenhum ser humano jamais irradiou tanta evolução como você. Queria fotos de antes e depois, apenas para enfatizar o que digo. Gosto de pensar minha linda, que fui parte atuante do que você é hoje, porém, bem menos do que queria. Temos história. Minha colega, minha amiga, minha irmã, minha confidente, minha noiva, minha protegida, minha saudade. Um pedaço de mim, cuja importância ressalto a cada dia de minha vida. Refrescando sua memória:



Ida Nelson(onde nos conhecemos), Objetivo(onde tudo começou), O Isaac, o Eric, Bunika (que era a fim de mim, kkkkkk), a bolha, o gringo, o show do Paralamas (kkkkkkkkk), nossas gazetadas, a feira na ETFAM, Cursinho Equipol (A bicha gorda de 4 pneus arreados), o remo, o gremlin caindo na água, a academia, o Hialosima, a Maria Culote, o teu quarto, o adeus ao culote, a Bunika emagrecendo, o Buniko posteriormente virando psicótico pela minha amiga, O CIGS, O GOLF da Rubinéia, a sinuca do Tropical, o garotinho, a Giserda, a Mareff´s, as macarronadas, as escovas de Robbie e Júnior Coiffer (Com a orientação de Amália)o Puff, a Babi, o Cezanne, O Puff móvel, a pé, o seu Diabão, o Robbie, Presidente Figueiredo, o teçado tirado do xéris, a cuba libre, o Hollywood de Menta, a Marcela, o flagra, a dor, o sofrimento, as nossas alianças (Com um brilhante bem no meio), o nosso noivado, o discurso do meu pai, as lágrimas da Bunika, a faculdade, a Saddam Hussein de saias (eeeeca!), o nosso rompimento, a revelação à Babi, o nosso afastamento por causa de Saddam, a morte do Cris, o nosso reencontro, a Dênnis, a confusão e luta pra enviarmos Saddam ao quinto circulo do inferno, suas dúvidas quanto à psicologia, nossas pazes, nossas noites, o Fellice, a A2, a Zolt, a Eníssme (Enigma), as maxussímies, a sua banda, o seu sucesso, a minha viagem, o nosso choro e as minhas saudades...



Isso para você são apenas palavras chave de milhares de coisas que vivemos juntos, de milhares de fatos de nossas vidas, de pequenos rastros de nossa história. Te amo profundamente Paquitinha! Dia 25 de Novembro de 1980, D´us estava de muuuuito bom humor. Porque nesse dia, ele nos deu você! Parabéns! pelo seu dia, por ser você, por seu sucesso, que acredito ainda vai reverbar em nossos ouvidos. Insista, lute, enfrente, não se acovarde e vá atrás. Você pode e nem precisa que eu te lembre disso. Girl Power baby!!! Quem diria que uma metaleira um dia viraria uma cantora pop, kkkkkk!!!








**** Aos que não fazem a menor ideia de quem estou falando... well... a pessoa a que me refiro acima é Fernanda Furtado! Minha melhor amiga, minha irmã, minha tatuagem, minha ex noiva (heeeein??? Ai pára! É um passado remoto, kkkkk!), uma sonhadora, uma batalhadora e sim, uma vencedora. Para quem tem Orkut http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6756566353133423109 , aí está o perfil da bonita. Uma ilustre incógnita em Terras Alencarinas, mas um tremendo sucesso In the Midle of the Mato (Manaux cité de onde orgulhosamente vim!).

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Momento Harry Potter


Whatever... podem me crucificar por isso, but... Essa mulher sabe como segurar alguém em casa!


Eu me pergunto o que diabos essa mulher fumou antes de sentar o rabo na cadeira e escrever algumas milhares de palavras BOAS O SUFICIENTE para fazer leitura virar moda, criar um mundo à parte (com ares de Neo-Tolkien) de magia, fantasias e ainda por cima, conseguir encantar crianças e marmanjos???


Sei não... tenho medo de J.K. Howling... mais adoro seus livros!


P.s.: Beeba isolada em casa pelos próximos 3 dias lendo 590 páginas de puro "Harry Potter e as relíquias da morte!". Prometo que irei me retratar por esse lapso infantil, mergulhando em seguida em "Maysa - Só numa multidão de amores" de Lira Neto. Ok?
P.s.2: A pergunta que não quer calar... o que essa mulher fumou mesmo, hein?

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Receitinha básica de uma pós fossa...

Ok baby... deixando a fossa um pouquinho de lado:

1- Retire sua peruca "Black Power" do armário

2- Com uma tesoura, detone aquele baby doll roxo sofrível de sua mãe, irmã, secretária e afins

3- Incorpore o personagem e...

4 - Solta a franga, benhê!!!

What a strange incógnita... ou saudades mesmo...




Hoje você me deu saudades. Por incrível que pareça, hoje você retornou ao seu lugar aqui dentro. Quero acreditar que voltou por uma citação absurda de destino. Do tipo: Sem querer vamos nos esbarrar hoje... e beberemos algo juntos e inadvertidamente hoje, redescobriremos que temos algo em comum. Saudades.




Será romântico, mas não planejado. Você evitará mirar seu sorriso em meu rosto e mesmo assim, eu o irei buscar. Por um agradável acaso, nossas diferenças estarão prostradas de fora, Mau humoradas porém quietas. Nos observando indiferentes. Hoje o dia seria perfeito. Porque nesse momento, teríamos certeza que diferenças são vantagens obscuras. E que o que me irrita em você é justamente parte do todo que quero.




Hoje você me deu saudades. Sentidas e dolorosas saudades. E aqui, no meu mundo perdido, onde seus olhos não podem entrar, me encolho quietinho, para que você não escute e possa seguir adiante... leve, ignorante. Sem se preocupar. E bem lá no fundo... bem longe dos meus olhos, meu eu mais triste reza encolhido para que por uma citação absurda de destino, hoje você vá lembrar. De mim.




Saudades...




*** Sim, sim, sim!!! Estou nostálgico hoje. Nostálgico por um passado não tão distante. Por alguém que hoje o acaso veio me entregar. Rimas a parte... isso é UÓ!!! Dói onde já arranquei nervos! ARGHT!!! Maldita memória!!!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A kind of Magic...

Não sei bem vocês, mas as vezes eu me pergunto se há um complô telepático envolvendo compositores, gravadoras e músicos contra ou a favor de nós, réles mortais. Sério! Todo ser humano é capaz de se mortificar, se motivar, se deprimir, se alegrar, chorar e gargalhar à uma réles lembrança de uma música. Por exemplo, Maria Bethânia é simplesmente minha melhor amiga em momentos de fossa. Nenhum amigo, nenhum ex amor é capaz de me fazer verter tantas lágrimas quanto esta mulher. Vanessa da Matta por sua vez, parece resgatar a palavra certa na hora certa e é musa inspiradora de torpedinhos pós encontros. Aqueles que você manda quando chega em casa, para dizer que amou o jantar e principalmente, a sobremesa!



Esses dias, meu emocional tem recebido um impulso positivo de proporções deliciosas. E não é uma proporção física o que me refiro. Novos amigos, novos momentos, novos lugares, uma nova realidade... As vezes não valorizamos mudanças. Não procuramos mudanças, por achar que a vidinha está linda assim. Até que inadvertidamente, sem planejar, sem intenção, uma mudança (positiva, de preferência) acontece.



O que isso tem a ver com fundo musical, Titio Ully?



Um hino. É gente... um hino! Se o país tem hino, se clube de futebol tem hino, porque uma nova fase da minha vida não pode ter hino?



Foi então que, no som do meu carro, ás 3 da manhã, meu hino se materializou... "A kind of magic...!" da banda Queen.


Generosamente aqui representado por seu vocalista, Sir Farrokh Bommi Bulsara, mais conhecido por uma legião de fãs no mundo inteiro por Freddy Mercury. Essa poderosa voz me foi apresentada em minha infância, por meu tio Fernando (In memoriam) e seu namorado Ullri (também in memoriam), em meados dos anos 80 e alguma coisa. Na verdade, vim a gostar mesmo assistindo "A Gata Comeu", novelinha de sucesso enorme de uma emissora. "I was born to love you", ninou meu sono por muitas e muitas noites. Na época eu era apenas um menininho que sequer imaginava o que o nome da banda representava, ou o que o vocalista tinha em comum com meus titios. Freddy foi e é até hoje um ícone de inovação, coragem, força e inspiração. De sua autoria, surgiram sucessos que realmente se tornaram hinos por motivos diversificados. "Bohemian Rhapsody", "Somebody to love", e "We are the Champions" ecoam ainda hoje na memória coletiva friendly ou não. Foi hype desde sempre. Quer prova? Diplomou-se em "Design Gráfico e Artístico" na Ealing Art Collerge, o que se mostrou pra lá de útil na elaboração da logo da banda.



Também tinha um estilo um tanto quanto duvidoso de se vestir (com exceção das Baby´s Look que usava independente de corpitcho clean or not) meio que Ney Matogrosso a la Secos e Molhados, mas... whatever baby... ele podia.


Tinha um sonho. O de cantar com a Soprano Montserrat Caballét. Sonho este que se materializou em 1988 em seu segundo disco sólo: "Barcelona". A diva esteve presente na inauguração de uma estátua em homenagem à Mercury em Montreux, Suiça, que o pop chamava de "meu segundo lar".



Em 24 de Novembro de 1991 deixou saudades e corações orfãos no mundo todo.



Então? Por quê escolher as músicas de um defunto para hino do momento? Simplesmente porque ele sabia ser feliz. Era colorido (também no duplo sentido), intenso, elétrico, verdadeiro e sabia rebolar como ninguém (Agora entendo das caras que meus tios faziam se contendo para não dar "pinta" na minha frente quando alguma musiquinha do Queen ecoava pela sala do apê deles em Brasília... ah se eles soubessem...).


Whatever baby... Ví um dia desses em um programa madrugada afora, uma tatoo nas costas de um maloqueiro doidão: "Só os bons morrem mais cedo" e o rosto de Freddy em cima. Achei trash no úrtimo, mas entendi ao mesmo tempo a herança que uma pessoa como ele deixa no emocional de seus fãs. Em uma época, onde poucos se atreviam em erguer os olhos ao mundo, encarar as pessoas de frente e acima de tudo, ter coragem de ser feliz e diferente ao mesmo tempo.


"One dream, one soul, one prize,One goal, one golden glance of what should be,It's a kind of magic, One shaft of light that shows the way,No mortal man can win this day,It's a kind of magic..."



terça-feira, 13 de novembro de 2007

Se você acha que eu exagerei no post anterior...

Simplesmente... se você por ventura, pensar, imaginar, ou cogitar a ideia de que eu tenha exagerado no post anterior... bem, veja uma petit amostra do que eu disse... Como diziam na minha cidade: Olha e chora baby...

Piaf...

Peço encarecidamente aos meus digníssimos leitores (se é que eu tenho algum...) que me perdoem pelo modismo. Pela insistência de assunto. Imagino que centenas de blogueiros de plantão comentarão sobre a mesma diva. A mesma história.
E é sim... Edith Piaf...
GENTE!!! Gostei muuuuuito do filme. Apesar de que, o vai e vem da linha do tempo meio que incomoda um pouco. Mas é um detalhe que se ignora. E mais... eu quero um bichinho de pelúcia da Piaf!!! Quero, quero e quero! Se lançaram o bichinho do Shrek e do E.T. , por que não haveria de ser produzido o da Piaf? A pobre se lasca tanto e tanto, que poderia ter interpretado facilmente o Gollum/Smeagol, com pouca maquiagem. Mas deixando o humor negro de lado, simplesmente C-H-O-Q-U-E-I!!! Desde "As Horas", não vejo um filme que tenha me segurado na cadeirinha do cinema com olhinhos esbugalhados feito um viciado em crise de abstinência.
Sério!
O que é a interpretação de Marion Cottilard (Quem é essa? Taí ó... http://fr.wikipedia.org/wiki/Marion_Cotillard) minha gente? Ela é fantástica! Passa emoção, medo, nóia, sofrimento, alegria, olhar radiante, loucura, sabedoria... como se não interpretasse...
Dá pra entender? Passa como se estivesse vivendo meeeeesmo aquilo alí, na hora, em seu auge!
Fazia tempo que não vislumbrava uma celebridade como um mero ser humano de carne e osso.
Siiiim, ela foi a Britney da década de 40,50... Se lascou toda! Ganhou dinheiro e fama, se drogou, se endireitou, amou, perdeu o amor da vida dela, se fú literalmente!
Se verteu Diva, tinha passado obscuro, enfim... La Môme Piaf era muito humana! Uma Diva com ares humanos. Com uma vida muito aquém do romantismo explícito da vida de suas colegas de panteão. O tipo de pessoa para quem um mau momento era realmente um MAU MOMENTO e não uma réles indisposição, uma depressãozinha básica. Algo quase palpável. Muita gente se identificaria com isso, imaginem vocês.
Por uma incrível coincidência ou não, batizei minha casa on line como Non, rien de rien! e nunca, jamais (em francês mesmo...) havia ligado o nome à pessoa ou teria batizado esse blog em uma justa homenagem à Edith. Maaaas... agora, mais do que nunca, percebi o quão feliz foi minha escolha. No filme, Piaf, ao ouvir pela primeira vez o compositor tocar Non, rien de rien, afirmou categoricamente: Pare! É perfeita... sou eu!
E tenho de concordar... por tudo que esta mulher passou, nenhuma outra musica cairia tão perfeitamente.
Como uma luva.
*** Car ma vie, car mes joies, aujourd’hui, ça commence avec toi!

domingo, 11 de novembro de 2007

O início...

Sexta-Feira. Fim de semana. Dia Internacional dos Amigos e da pré ressaca! Ao melhor estilo Caetano e Paula e claro, a amiga do casal Paula Bubú, resolvi aceitar o convite de um casal (Bee baby...) de amigos e cair na night. O que me faz tooooda a diferença. Passei 3 mêses de mal com Santa Heleninha Roitman em decorrência de uma pavorosa e non grata Hepatite Medicamentosa! Retornar às minhas práticas etílicas é simplesmente uma benção. Whatever. Confesso que o tempo que passei jogado em uma cama, como uma americana obesa e deprimida, devoradora de dvd´s chorosos e com transtorno obsessivo compulsivo em detalhes da decoração do quarto (Arght! preciso urgentemente de um tsunami de mudanças em meu ninho), me trouxeram uma visão ligeiramente mais metódica e detalhista. Não que eu já não fosse naturalmente observador, mas a falta que faz uma balada na vida de um ser humano farra-kaholic, nos leva a ser mais atenciosos em detalhes. Noite comum, cheia de gente comum, com a diferença que a new generation gay resolveu se apresentar como se fosse simplesmente uma avalanche pós púbere teen, cheios de hormônios e carão. Um mimo. Nessas horas, eu sinceramente me sinto um pré balzaquiano calvo e nostálgico pelo passado (hummmm, mas eu sou um pré balzaquiano quase calvo, mas gradativamente sendo salvo pela Finasterida! A medicina atual não é o máximo?). Detalhe 1... Na idade deles eu jamais procurava alguém da minha idade. Era levado pela máxima de que "Panela Velha é que faz comida boa!" Detalhe 2... Hoje a história muda... começo a ganhar gosto em "doutrinar a idade do cio...." É que nem Nescau... energia que dá gosto!

A companhia estava fantástica. Apesar da fumaça toda, a visão era de Moura Brasil (É o novo...). Parece uma festa friendly pra você? Claro que não. Mico da noite: Aos abastados e bem nascidos, uma champagne será sempre uma champagne... mas... Gente! Vamos combinar não é? Champagne em uma boite pequena, apertada, fumacenta e no meio da pista é um pouquinho egocêntrico, não é? Não que eu ache errado, mesmo porque, cansei de me embriagar com champagne com as phynas em um finado clube aí. Mas o ambiente era outro, bebiamos champagne na área vip, ou no terraço de um outro finado recanto com ares franceses alí na Beira Mar(E que faz falta demais) . O que destacava a breguice de ambas as pessoas (Siiiim, eram apenas e tão somente e nada mais que 2 pessoas), era o ar de futilidade, de arrogância e desprezo que dispensavam aos demais clientes da casa. Mas pareciam dois emergentes bregas e deslocados, querendo mostrar que eram melhores do que todo mundo. Como bem diz my mommy: "Dinheiro não traz elegância e postura. Berço sim! " E eu concordo em gênero e número. Querer dar pinta de fina, pode ser um tiro no pé se não houver uma base convincente. Ser arrogante não é sinônimo de riqueza e sim, de má educação. Uó! Além do mais, sair dando pivô com uma taça de champagne na mão pra demonstrar desprezo pelas bees menos favorecidas (O que não era o caso... simplesmente os demais tiveram o bom senso de não primar pela breguice), não faz da boite um palco de Balett... Se bem que seria o primeiro cisne obeso a protagonizar uma versão trash de um famoso espetáculo alí. Whatever. O que seriam das baladinhas sem uma pitada de mau gosto alheio, não é? Pois que venha o sábado...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

"As 7 caras do meu lado mau..."




All right... Eu devo confessar que tenho opiniões bem particulares a respeito de alguns temas... Calma dear! Não vou falar de política, religião (Mais ou menos) ou futebol, etc. Mesmo porque, se for para falar em política, sou da opinião de que todo castigo para corno é pouco. É sim! Vamos combinar, darling! Se você reclama que o nobre Deputado X,Y ou Z passou a mão em alguns míseros milhões, está em CPI e foi inocentado por outros tantos nobres deputados... ora meu bem! Remember: Foi você que os pôs lá... Lembra? Eleição? Voto? Político cacarejante, com aspecto nobre, justo e HONESTO? Pois é... você votou nele, hehehehe. Tomou? Falar de Futebol? Hum... bem, o máximo de proveito que podem tirar de meu restrito intelecto (Sou filho de Loira...) seria uma sincera e excitante descrição de pernas másculas, musculosas, quadris bem torneados (hmmmmmmm), abdomens definidos (Com exceção de um certo fenômeno aí...), peitoral delineado, aiai... e paro por aí. Não dá para subir mais, porque rosto bonito não é bem o forte de um jogador de futebol, infelizmente... Mas mudando de pau para cacete (hummmmm) o assunto hoje é... PECADO. Certo, certo... o que para mim é errado, pode não ser para você. Não acredito quase nada que um dia qualquer um de nós vá passar por um juízo final. Depois de alguns copos de vodka, então...
É sério... Tenho uma visão bem particular sobre o que seria Deus. E com certeza, ele não é uma tia velha e aborrecida que anota nossos deslizes num caderno. Mesmo assim, tenho uma escala própria para definir certo e errado, pecado e não-pecado.
Tratar mal guardadores de carro, domésticas e telefonistas de SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)? ARGHT! Hoje em dia é pecado gravíssimo! Os guardadores de carro por exemplo? Trate um deles mal... bem, ele também irão tratar mau o seu patrimônio de quatro rodas. Domésticas? Grande Pecado!!! Elas suspendem a preparação e o fornecimento de doses de vodka, de conselhos matrimoniais e de desculpas esfarrapadas no telefone para interlocutores indesejáveis (leia-se: Algum chato te ligando e que você não quer atender). Telefonistas de SAC? Aff... Trate-as mau e seja condenado a passar horas ao telefone escutando alguma propaganda horrenda ou aquela musiquinha tinhosa que algum dia foi um clássico (tininininininimmm – tinininim-tinininim- tininininininimmm – tinininim-tinininim.... Arrrrrrght!!!!).
Well... e quanto aos Pecados Capitais? Beeeeeem.... devo confessar que pratico todos. (O que é bem mais fácil de confessar do que algumas faltas baseadas nos 10 mandamentos... do tipo: Não cobiçaras o bofe do próximo.... ) Vou me despir de pudores (hahahaha... como se não fizesse isso constantemente, a Lôca!) e descer a lenha em mim mesmo! Mas antes de estampar um sorrisinho de canto cínico e cruel, contenha-se! É só um ligeiro exercício para lhe inspirar a fazer o mesmo...
7) Avareza: Não é o meu pecado mais grave, pois se há uma tia chata anotando em caderninho esse pecado, ela o anotou pouquíssimas vezes. Mesmo. Sou mão aberta até demais, e às vezes me arrependo disso! Do mesmo jeito que posso economizar de maneira ferrenha, gasto de maneira ainda mais insana. Meus cartões de crédito, meu celular, etc,etc, que o digam. Classificação: Pecado moderado.
6) Inveja: É aquele desejo que a gente desenvolve (discretamente, por favor... nada mais patético do que aquele olhar deslumbrado e cobiçoso) por bens ou qualidades de outras pessoas, né? Ninguém se vê livre deste pecado. Todos praticam. Em maior ou menor volume. Por exemplo: Morria de inveja da Marilia Gabriela. Aquele Maracujá desfilava serelepe e saltitante como uma gazela, a tira colo com o Gianechinni. Tive muita inveja das minhas irmãs! Elas podiam brincar com a Barbie livre e impunemente, enquanto eu tinha de me contentar com meus Playmobills. Tenho inveja de quem sabe tocar algum instrumento musical. Hum... nada que me condene a forca ou faça de mim uma pessoa péssima. Classificação: Pecadinho básico.
5) Luxúria: É definida como uma impulsividade desenfreada, um prazer pelo excesso. Sexualidade extrema, lascívia, sensualidade. (Pausa dramática....)... (mais uma pausa dramática...)... Ora, por favor! Adoro a luxúria! Ui! Até a fonética desse pecado é algo sexy: LUXÚRIA... Hahahaa. Séééério querido leitor. Acredito que a bancada xiita puritana não se manifestará contra esse pecado, mesmo porque, esse não é bem o tipo de site que sustente uma bancada xiita puritana, não é mesmo? Mas desse pecado eu padeço....huhum .... e muito! Classificação: É pecado? Valha... nem sabia....
4) Soberba: É um dos pecados mais difíceis de serem admitidos. Vamos combinar não é mesmo? Porém... well, é muito difundido na Ilha Alencarina. É o mesmo que orgulho, caso você nunca tenha ouvido esse nome. Eu sou um soberbo/orgulhoso confesso e pouco me importa o que os outros dizem (A Antipática...). Hahahahahaha. É bem isso minha gentch. Não dá pra se eximir muito da culpa, mas é um grande passo reconhecer isso. Siiiiiiiim. Confesse my dear, que consegue agir feito uma madre em busca da canonização in vita , 24 horas por dia??? Sou orgulhooooooso. Tenho dificuldade monstruosa para pedir ajuda, desculpa e afins. E se tem uma coisa que faço o tempo inteiro, é emburrar. Classificação: Pecado Gravíssimo... mas pouco me importa!
3) Gula: Como toda bee pós moderna que se preze, sou viciado em programas do tipo Mais Você, com Ana Maria Braga. Por quê? Ora! Por causa da seção culinária! Adóóóóóóóro cozinhar. Muito mesmo! Sou de família árabe, acostumado com temperos e sabores fortes. E cozinho muito bem, merci! Logo, é fácil unir o útil ao agradável. Sou um glutão. Adoro comer, hahahahahaha. Classificação: Só não é pecado grave porque não tenho tendência a engordar.
2) Preguiça: Beeeem... sim. Eu sou preguiçoso demaissss. Fã absoluto do controle remoto, da ginástica passiva (Olha a grosseria) e de Juciclecileide, minha adorável serviçal. Não há muito a comentar. Na verdade, deu preguiça de escrever... Classificação: Pecado bobo... todo mundo tem.
1)Ira: Well... não é bem um pecado que eu deva me orgulhar, mas... a verdade é que eu sou pavio-curto. E nada de atrelar isso a um duplo sentido depreciativo, ok? Sou dominado por esse pecado. Posso dizer que ele anda adormecido por conta de um remedinho leve e fitoterápico (Vodka, Lexotan, kkkkk A lôca) para controlar o estresse, mas a ira mora dentro de mim. Escreveu não leu o pau comeu (Hummmmm). Classificação: Pecado Perigoso. Não mexa não!!!
Em suma, mon cher...
Se viver (Sim, porque tudo acima faz parte do dia a dia de qualquer alencarina) for pecado.... aimeu Deus... eu me fú! Mas e você? É capaz de confessar seus pecados?
C´est la vie...

Saúde na Tv... ( Ou quase isso...)


Sabe quando você espera ansiosamente pelo fim de semana com mil planos para a Sexta a noite, o Sábado e o Domingo e de repente seus planos caíssem por terra, um a um, como velhinhos cardíacos aguardando na fila do INSS ? Well... isso dá uma dimensão muito próxima de minhas expectativas quanto a este fim de semana. Eu bem confesso que tenho me mantido recluso esses dias, mas... Aff! Namoro novo, rotina nova, programas diferentes, posições inusitadas e blá blá blá. Whatever. Meu new partner viajou para cheirar naftalina com a família... digo, festejar o aniversário de 89 anos do avô. Isso por um lado foi frustrante, uma vez que eu já havia feito planos ligeiramente mais sociais para nós dois, por outro lado... beeeeeem... um fim de semana solteiro, sozinho, livre e desimpedido!!! Adóóóóóro! Hora de reencontrar os amigos, bebericar algumas doses (litros) de vodka com energético, pedaços de frutas, gelo, algumas colheres de açúcar (Misture tudo em uma coqueteleira por uns 6 segundos apenas) e divagar a respeito de detalhes sórdidos dos últimos acontecimentos junto à confissões anatómicas. Ou seja, um riquíssimo papinho a toa entre bee-friends. Tudo parecia perfeito... se não fosse por um degrau da escada de casa, discordar de meus planos (ou é o santo de meu digníssimo que é fortíssimo...). Resultado... meu pé direito ganhou proporções de uma pintura de Botero. Meigo não? Por sorte vaso ruim não quebra... é apenas uma torção. Que me condenou a ficar em casa de pé para cima assistindo a todas as maravilhas que a TV paga pode oferecer (ARGHT!!!). Óbvio que isso também dá margem a algumas interessantes observações. Uma que merece destaque é: Os americanos são hipocondríacos. Sim! É verdade! Somente isso pode explicar o volume de séries baseadas em hospitais e pronto atendimentos. Gente! O IJF não é nada! Acho os diálogos fantásticos! E estou procurando alguma ocasião para gritar "fibrilando!", "se você me ouve, pisque duas vezes", "duas bolsas de O positivo, rápido!" ou "infelizmente teremos de abrir o tórax". Claro que ainda não achei nenhuma. Mérde! E como os médicos são nobres em seriados. O que tem de pediatra querendo pagar do próprio bolso tratamentos para criancinha com câncer! Outro fator sensacional é que, apesar do PS lotado, sempre tem uma sala vazia para o doutor e a enfermeira darem uns amassos, rolar aquele clima de tensão sexual entre o residente novato (que é lindo...), com o sofrido residente latino (não sou eu... quem dera...) atormentado pelo passado violento e por tudo o que passou para chegar até lá... (Aff... um Lexotan resolvia o problema...). Whatever! Adoro! Para os gringos, desgraça pouca é sempre bobagem. Só assim para misturar o drama de uma bala, um atropelamento, uma facada, um infarto dos pacientes, com a briga pela custódia dos filhos dos médicos, ou a insegurança sexual do residente sofrido latino. Eu acho très chic!
Tudo bem, tudo bem... depois de aprender pela TV como fazer uma traqueostomia, um parto, uma retirada de bala, achei que tinha visto de tudo. Nananinaninha! Boba! Eis que em minha brincadeira psicótica de mudança de canais, encontro o ápice da minha sessão hospital (Dentro e fora da telinha... dammit!): Uma adolescente californiana decidiu que sua medida ideal para sutiã seria algo entre o 48 e o 50... Voilá... Uma aplicação de silicone completa (ainda que resumida) do pré operatório (E um sorriso de expectativa quase infantil), ao pós operatório (Uma cara sofrida, Tereza Batista e uma expressão de quase PQP me ... no rosto).
O médico colocou a prótese na menina como se estivesse enfiando uma meia numa gaveta já lotada. Sutil como um beagle hiperativo no cio brincando com uma perna desavisada. Depois do estica-e-puxa, ele sentou a paciente para ver o resultado. E a garota lá, anestesiada, babando, sem desconfiar de nada. Tudo bem que o programa termina com a menina um mês depois. Hiper maquiada, enfiada em um mega-decotado vestido de entrega de Oscar, vermelho bombeiro em um brilho duvidoso (Cetim mesmo ou seda?), dando um emocionado depoimento onde afirmava que devia toda a sua alto estima ao Doutor Fulano e as suas novas mamitas (Visivelmente desproporcionais ao tamanho de seu tórax e sua cabecinha... oca, é claro). Tenho de reconhecer(odiando, mas...)... antes ela parecia a Carol Anne de Poltergeist... e depois do silicone, a Lindsay Lohan versão blondie girl. Hummm... duas lições tiradas de uma noite e madrugada a frente da TV (E o fim de semana por vir... aff!):
-Se todo médico nos EUA for gato do jeito que aparecem nos seriados, vale muuuuuito a pena pagar plano de saúde!
e
-Decididamente pra ser fashion, tem de sofrer...
est la vie ...