Peço encarecidamente aos meus digníssimos leitores (se é que eu tenho algum...) que me perdoem pelo modismo. Pela insistência de assunto. Imagino que centenas de blogueiros de plantão comentarão sobre a mesma diva. A mesma história.
E é sim... Edith Piaf...
GENTE!!! Gostei muuuuuito do filme. Apesar de que, o vai e vem da linha do tempo meio que incomoda um pouco. Mas é um detalhe que se ignora. E mais... eu quero um bichinho de pelúcia da Piaf!!! Quero, quero e quero! Se lançaram o bichinho do Shrek e do E.T. , por que não haveria de ser produzido o da Piaf? A pobre se lasca tanto e tanto, que poderia ter interpretado facilmente o Gollum/Smeagol, com pouca maquiagem. Mas deixando o humor negro de lado, simplesmente C-H-O-Q-U-E-I!!! Desde "As Horas", não vejo um filme que tenha me segurado na cadeirinha do cinema com olhinhos esbugalhados feito um viciado em crise de abstinência.
Sério!
O que é a interpretação de Marion Cottilard (Quem é essa? Taí ó... http://fr.wikipedia.org/wiki/Marion_Cotillard) minha gente? Ela é fantástica! Passa emoção, medo, nóia, sofrimento, alegria, olhar radiante, loucura, sabedoria... como se não interpretasse...
Dá pra entender? Passa como se estivesse vivendo meeeeesmo aquilo alí, na hora, em seu auge!
Fazia tempo que não vislumbrava uma celebridade como um mero ser humano de carne e osso.
Siiiim, ela foi a Britney da década de 40,50... Se lascou toda! Ganhou dinheiro e fama, se drogou, se endireitou, amou, perdeu o amor da vida dela, se fú literalmente!
Se verteu Diva, tinha passado obscuro, enfim... La Môme Piaf era muito humana! Uma Diva com ares humanos. Com uma vida muito aquém do romantismo explícito da vida de suas colegas de panteão. O tipo de pessoa para quem um mau momento era realmente um MAU MOMENTO e não uma réles indisposição, uma depressãozinha básica. Algo quase palpável. Muita gente se identificaria com isso, imaginem vocês.
Por uma incrível coincidência ou não, batizei minha casa on line como Non, rien de rien! e nunca, jamais (em francês mesmo...) havia ligado o nome à pessoa ou teria batizado esse blog em uma justa homenagem à Edith. Maaaas... agora, mais do que nunca, percebi o quão feliz foi minha escolha. No filme, Piaf, ao ouvir pela primeira vez o compositor tocar Non, rien de rien, afirmou categoricamente: Pare! É perfeita... sou eu!
E tenho de concordar... por tudo que esta mulher passou, nenhuma outra musica cairia tão perfeitamente.
Como uma luva.
*** Car ma vie, car mes joies, aujourd’hui, ça commence avec toi!
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