
Eis me de volta graças ao “apelo aristocrático” de meus leitores! Sim, porque “apelo popular” é coisa de pobre, habitantes de países populistas e seguidores de Santa Evita Perón e São Lula-lá! De volta aos deveres gráficos. Então... minha ausência é justificada. Minha mãe faleceu no dia dos namorados. E tive momentos deveras difíceis para lidar. Entender esta perda é dificil. Chego a acreditar que impossível, já que me surpreendo pensando nela como se estive a um telefone de distância. Aceitar então... jamas! (Pronuncie isso em Francês, oui?). Elaborar uma homenagem a uma diva, a maior delas (Não, leitor acéfalo! Não estou falando de Michael Jackson), foi dificil. Mas fiz. Publiquei. Prestei uma homenagem que sequer faz sombra à soma do que era aquela mulher divina, but, whatever, resta entender. Mas além da perda, houveram transformações, mudanças (De cidade, de País, de estado civil...) e descobertas.
Voi lá. Eis que agora moro em Sydney, na Austrália (Aos leitores péssimos em Geografia). Carinhosamente apelidada de Aussieland. Pois é... dei uma bela banana, digo, acenei um “bye bye Brasil” e parti de meu país. E parafraseando Carlota Joaquina: “Desta terra eu não quero nem o pó”. Hum... brincadeirinha! Mas respondendo à milhares de perguntas do tipo: Você já se acostumou? Meus caros... por algum acaso é dificil se acostumar com coisa boa? Dããããã... Simplesmente, Sydney é deslumbrante, grande sem ser caótica, com um clima ameno e maravilhoso e só a 500 km da neve, ora vejam só... Simplesmente esta cidade é uma afronta ao cotidiano brasileiro. Linda, limpa, segura (As pessoas deixam as coisas na areia da praia pra nadar e quando voltam, pasmem: Ainda está lá. Carteira, relógio, dinheiro, chave do carro.), gay-friendly total. Estilo “Os Assumidos” mesmo! As coisas aqui, funcionam. Tudo bem, são cheios de regras. Grande parte delas, aparentemente idiotas. Ou “Muitas voltas para se chegar a um mesmo ponto no fim da reta.” Ledo engano. Depois de um certo tempo, você começa a entender o porque. Começa a perceber que as coisas funcionam e bem. Dá até raiva deles, rsrsrsrsrs. Fui em uma boate gls aqui em Sydney.

A Midnight Shift. Fantástica!!! Enorme, super bem dividida, com vários ambientes, DE GRAÇA!!! Sério! Você entra na mega e tradicionalíssima boate de GRÁTIS e só paga o que beber. Táááá? ? ? ? ? ?
O choque cultural é enorme. Eles simplesmente sabem fazer o Brasil não sabe: Agregar respeito e convivência, com estilos alternativos. Sério. Você pode andar de mãos dadas com seu namorado. Se um casal com filhos pequenos estiver por perto, ao invés de ouvir o famoso: “Olha pai! Um viado!” , você provavelmente escutará (Dos pais, o que é melhor): “Veja filho! Um casal homo. Você deve respeitá-los”
Não é um luxo?

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